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Cachoeira do Sul
sábado, 29 fevereiro, 2020 - 03:12
Cachoeira do Sul e Região em tempo real

Nós no lugar do outro.

Muitas vezes, quando censuramos alguém por algo que este tenha dito ou feito, não costumamos considerar os reais motivos que possam ter levado essa pessoa a falar ou agir de tal forma. Assim, acionamos imediatamente o nosso super atento senso crítico, este sim, sempre pronto a se pronunciar em qualquer situação que envolva o julgamento e a consequente condenação de alguém, desde que não sejamos, normalmente, nós próprios e nossas atitudes.

É claro que essa suposta sensação de superioridade pode nos causar no momento um aparente bem-estar. Porém, uma atitude assim tende ilusoriamente a nos situar acima do bem e do mal, na pretensa posição de donos da verdade. Mas quem sabe o que é certo e o que não é para outra pessoa com toda a certeza? Como exigir que alguém diga ou faça o que nós achamos que esse alguém deva dizer ou fazer, só porque assim queremos? Da mesma forma, quando alguém nos critica, nos julga e já na sequência nos condena por algo que falamos ou fazemos, que conhecimento esse alguém tem sobre o que nos conduziu a tal prática, suas circunstâncias, antecedências e sentimentos envolvidos?

Portanto, para que não cometamos a injustiça, assim como não gostamos de ser injustiçados, de achar que sabemos o que é correto e o que não é para a vida de outra pessoa, uma sugestão normalmente eficaz é nos colocarmos no lugar desse outro em suas opiniões e atitudes que com as quais não concordamos. Quem sabe não faríamos de forma igual se estivéssemos na mesma situação.

O melhor de tudo é que a gente tem opção. A começar por concordar ou não com as afirmações acima.

Ótima semana, queridos leitores e leitoras!

Cleo Boa Nova é publicitário, palestrante, escritor, músico e comunicador, autor dos livros “A Nossa Vida é a Gente Quem Cria. Senão Não Seria a Nossa Vida” e “Viva Feliz o Dia de Hoje. Viva!” e autor-intérprete do CD “Paz e Alegria de Viver”.