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sábado, 28 março, 2020 - 06:29
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OCORREIO / 4 ANOS – Viramos a página

Foto: Arquivo

A pesquisadora Mirian Ritzel descreveu – com a maestria que credencia seu trabalho ao patamar de reconhecimento na área de estudos em torno do Arquivo Histórico – a migração que o Portal OCorreio desenvolveu da plataforma impressa para a digital em 2015. “O Correio, com circulação desde 1992, é o primeiro a mudar o formato, abandonando a mídia impressa para circular somente em ambiente virtual. É uma nova era que se impõe à imprensa”, observou a pesquisadora em texto que publicou no período.

Foto: Arquivo

As linhas prosseguiram:

“O primeiro exemplar, a chamada edição de número zero do então Correio Popular, de 22 de março de 1992, dizia que teria linha editorial independente, sem submissões de qualquer espécie e nem concessões a fatores estranhos à melhor qualidade do jornalismo. O fato social, político, econômico será analisado segundo os rigorosos limites de isenção a plano ético, apanágio do bom jornalismo. (…) Lutaremos pelos
desígnios de progresso da comunidade cachoeirense, incentivando todas as iniciativas, partam de onde partirem, no sentido do engrandecimento desta terra. Este será nosso rumo agora e no futuro. É a nossa promessa. À época da fundação era o diretor geral o Dr. Pedro Germano”, enfatizou o texto de Mirian Ritzel.

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Outra lembrança da estudiosa apontou para novembro de 1997, quando o jornal trocou de nome, passando a se chamar O Correio. “Por esta época também começava a investir em mais cores na impressão”, acrescentou. “Na última edição do mês de novembro de 2015, O Correio anunciou aos assinantes e leitores que passaria a investir em inovação, notícia em tempo real e com acesso gratuito“, ampliou.

“Viramos a página, diz a manchete da última edição impressa, pondo fim a uma sequência de 23 anos de circulação”, ressaltou a pesquisadora nas suas considerações.

Foto: Arquivo

“As máquinas de impressão de O Correio cessaram sua azáfama diária, mas o ambiente virtual seguirá abastecendo a comunidade das informações que registram o cotidiano, das indagações que permeiam o mundo e dos desafios que a comunicação em seus mais diversos meios e formatos enfrenta numa sociedade que, mais do que tudo, quer acompanhar instantaneamente a evolução do seu meio e do mundo que a cerca”, completou Mirian Ritzel em comprovação do entendimento sobre a relevância do momento histórico e marcante para o Jornalismo em Cachoeira do Sul.