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sábado, 19 outubro, 2019 - 14:10
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Ministro recebe pedido para Cachoeira do Sul abrigar Colégio Militar

Foto: Colégio Militar de Santa Maria

O ministro-chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, foi acionado para ajudar na iniciativa que busca implantar um Colégio Militar em Cachoeira do Sul, além de viabilizar um encontro com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para tratar da pauta. “O presidente Jair Bolsonaro vem manifestando seu desejo de preparar nossa juventude para uma nova revolução industrial aqui no nosso país. E para isso, ele pretende construir esses colégios militares em todos os estados brasileiros. Isso em função da qualidade de educação que esses colégios militares proporcionam”, justifica o presidente municipal do Democratas, Carlos Aguiar, que visitou o deputado estadual Rodrigo Lorenzoni (presidente estadual do DEM) em Porto Alegre para debater o pleito. “De pronto, ele acolheu nossa sugestão e se colocou inteiramente e imediatamente parceiro da ideia”, comemora Aguiar.

Foto: Colégio Militar de Santa Maria

Atualmente, existem 13 colégios militares espalhados pelo Brasil. Há 11 instalados em capitais do país: em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. As outras duas unidades estão situadas nos municípios de Juiz de Fora (MG) e Santa Maria.

A próxima capital que deve receber um colégio militar é a cidade de São Paulo.

Foto: Colégio Militar de Santa Maria

Saiba mais

Os colégios militares não têm a função de formar quadros para o Exército – só uma minoria segue a carreira e quase todos vão para boas universidades. Ao Estado, o presidente Jair Bolsonaro, que é capitão da reserva, já havia afirmado que os colégios militares seriam interessantes em áreas violentas. “Existe eficiência porque existe disciplina. Hoje, qual o professor que vai tomar um celular de um aluno em aula?”, chegou a questionar na defesa pela ideia.

As instituições são mantidas com verbas do Ministério da Defesa e têm autonomia para montar o currículo e a estrutura pedagógica.

As unidades escolares são equipadas com piscinas, laboratórios de robótica e professores com salários que passam dos R$ 10 mil.

A cada ano, milhares de jovens disputam vagas nessas instituições.

O desempenho dos alunos das escolas do Exército em avaliações nacionais é superior ao restante das escolas. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a média é maior até do que a dos alunos de escolas particulares. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador de qualidade no País, dos colégios militares é 6,5 (do 6º ao 9º ano do fundamental). O das escolas estaduais, 4,1.

Os jovens usam um elaborado uniforme que lembra uma farda militar e remonta, praticamente, à fundação do colégio. As meninas podem usar saia, mas desde que ela fique abaixo do joelho, e os cabelos precisam estar presos. O uniforme deve estar sempre impecável, sob pena de perda de pontos disciplinares que podem levar à expulsão.

Namorar é estritamente proibido dentro do colégio e também na porta. As aulas começam pontualmente às 7 horas, mas os alunos devem chegar às 6h40.