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quinta-feira, 22 agosto, 2019 - 10:59
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Arrozeiros alertam Bolsonaro sobre riscos de crise no setor

Encontro ocorreu durante visita de presidente ao Estado / Foto: Cleber Caetano/PR

O presidente da União Central de Rizicultores (UCR), Ademar Kochenborger, o prefeito de São Borja, Eduardo Bonotto, representando os prefeitos da Fronteira Oeste, e mais o presidente da Associação de Arrozeiros de Camaquã (AAC), José Carlos Gross, tiveram acesso ao presidente da República Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (12), em Pelotas, onde ele cumpria agenda. O encontro foi intermediado pelo senador Luis Carlos Heinze.

Produtores e prefeito entregaram documento com reivindicações ao presidente e voltaram a cobrar soluções para a crise arrozeira. Aos produtores, Bolsonaro afirmou que é “apenas o treinador do time”, mas que vai se empenhar em cobrar posição de seus ministros sobre o assunto. Delegou ao senador a função de buscar informações sobre o andamento de soluções estruturais para a orizicultura e repassar ao setor. “Temos máximo interesse em que esse setor tão importante para o país tenha dias melhores e condições de produzir e pagar as contas”, afirmou o presidente.

Segundo Kochenborger, o encontro serviu para lembrar ao presidente da República que desde a reunião do dia 11 de julho, na qual ele determinou que os ministérios da Agricultura e da Economia encontrassem solução para a crise orizícola, nada de novo aconteceu, exceto as prorrogações que foram aprovadas
somente nesta segunda-feira (12) pelo Conselho Monetário Nacional, com quase um mês de atraso. Com isso, as parcelas que venceram em 20 de julho e vencerão 20 de agosto, serão divididas em três e agregadas aos vencimentos de 20 de setembro, 20 de outubro e 20 de novembro. “Coloquei de novo para o presidente a preocupação com a nova safra. Com os preços atuais, o comprometimento de patrimônio e sem renda, a produção brasileira deve cair mais ainda”, disse Kochenborger.

Na conversa com Heinze, houve uma cobrança dos produtores a respeito da composição de dívidas. A informação do senador é a de que o Governo Federal não achou a fonte para tirar o recurso e subsidiar os 11% de juros, uma vez que a demanda do setor é de 4% para os 15 anos do acordo solicitado. “Precisa em torno de R$ 4 bilhões de subsídio do Governo para viabilizar a proposta”, avisa Kochenborger. Segundo o dirigente da UCR, o senador Heinze anunciou que nos próximos dias, o Ministério da Agricultura  vai anunciar a liberação da compra de insumos, pelos arrozeiros brasileiros, nos países do Mercosul.