Carregando...

Gestão Pública

Quarta-feira, 09 de Agosto de 2017 às 10:36 por (julianasgn@gmail.com)

Para ser gestor público, não basta carisma, idoneidade e capacitação. Além de um plano de governo, com prioridades nas áreas da educação, saúde, obras e interior, é preciso compreender a dimensão das ações nas áreas que compõem a gestão: cultura, meio ambiente e desporto. O setor administrativo, conjuntamente com o fazendário enxuga, redimensiona e orienta a aplicabilidade dos recursos da máquina pública. Para a indústria e o comércio reservam-se incentivos no desenvolvimento de emprego e renda.  A agricultura e a pecuária, as orientações sobre o agronegócio.

O comprometimento técnico na gestão pública faz com que as ações de governo se concretizem. Entretanto, não basta, somente, a competência técnica de servidores concursados. Os cargos denominados de confiança constituem a seara do gestor eleito, ou por competência, ou por dedicação em período de campanha eleitoral. Isto posto, após constituir-se o mandato, é praxe, os apontamentos das “heranças” advindas da gestão anterior. Uma delas, são os níveis das dívidas públicas. É notório, a cada troca de gestão, o cerco fechando-se para diminuição de gastos e a preocupação em manter os salários dos servidores em dia. Embora as ações de governo, no decorrer do período da gestão, se concretizem, atender a todos os segmentos da sociedade é, praticamente, impossível.

Um dos apontamentos comuns, na gestão pública, são para os chamados desvios de funções. Dificilmente, a cada início de governo, não sejam justificadas cedências. As da área educacional para a área da cultura, ultimamente, vêm sendo motivo de debates.

. Desde 2001, quando a Cultura desmembrou-se da Educação, em nosso município, foi criado o Núcleo Municipal da Cultura. Além da diretoria geral, existem quatro departamentos formadores do Núcleo: Biblioteca Pública, Atelier Livre, Arquivo Histórico e Museu. Cada departamento com seus cargos e funções distintos, formam o NMC, juntamente às coordenadorias criadas na atual gestão. Desde a data da sua criação, o número de pessoas trabalhando nestes setores, diminui. Entretanto, os serviços permaneceram e os níveis de responsabilidade aumentaram na medida em que, as atividades inerentes a cada departamento são colocados em práticas, somando-se as novas propostas e projetos desenvolvidos pela gestão ou pelas exigências da política pública vigente.

Implementar medidas de contenção de despesas durante o período da gestão, as vezes é necessário. Analisar o custo-benefício ao colocá-las em prática, da mesma forma. Manter os serviços, sem perder o foco e o objetivo principal, com qualidade e eficácia, com menos pessoas para o atendimento tornou-se o “sonho de consumo” das gestões públicas.

Desde 2009, o Núcleo Municipal da Cultura vem desenvolvendo-se através da perspectiva de tornar-se Secretaria Municipal de Cultura. Primeiramente, construiu-se o Plano Municipal da Cultura e o Conselho. Ainda precisa ser criado o Fundo Municipal da Cultura. Futuramente, ao implementá-la, cargos e funções serão definidos. De acordo com a responsabilidade técnica a habilitação será exigida. Quanto da fatia da arrecadação do município, do estado e da união serão destinados para os cargos, tanto de carreira, quanto de confiança, na área da cultura em Cachoeira do Sul? Simulem e façam a projeção. Certamente, não serão contratados níveis técnicos, pois a exigência em nível tecnológico já é uma necessidade nesta área. Quanto custará para os cofres públicos secretários, diretores, chefes de departamentos, com as respectivas habilitações? Talvez a situação dos servidores da cultura se modifique para as próximas gestões. Resta-nos o entendimento, na atualidade, para o funcionamento dos setores da cultura, a necessidade de cedências, enquanto a Secretaria Municipal da Cultura não for realidade.

TAG: Juliana da Silva
+ ColunasVer todas
 O que vai ser: perdoar ou sofrer?
O que vai ser: perdoar ou sofrer?
por Cleo Boa Nova
Quando não perdoamos alguém, seja pelo motivo que for, é certo que sofremos. E porquê será que muitos de nós preferimos não perdoar, mesmo sofrendo? Se pensarmos que não perdoando os outros...
Existe vida depois da Ponte do Fandango
Existe vida depois da Ponte do Fandango
por Juliana da Silva
O direito de ir e vir dos transeuntes da BR 153 está impedido devido às obras na Ponte do Fandango. Muitas pessoas que vivem no município de Cachoeira do Sul trafegam sobre a Ponte, pelos menos duas vezes ao dia. Tanto na margem...
Top trend: blazer abotoamento duplo
Top trend: blazer abotoamento duplo
por Luciane Silveira
Nada mais elegante do que vestir um blazer. Dá uma repaginada em qualquer visual. E a super tendência para esta estação, é o blazer com abotoamento duplo. Pode ser transpassado na frente, de comprimento alongado, ou...
Pessoal e intransferível.
Pessoal e intransferível.
por Cleo Boa Nova
É tão bom, mas tão bom, não se enfurecer nem sentir raiva que, embora tenhamos motivos para tal, o ideal é nos esforçarmos para evitar cometer esses distúrbios existenciais que só nos trazem...
De onde viemos?
De onde viemos?
por Denise Caspani
Essa não é uma conversa existencialista ou espiritualista. Tampouco estou falando de biologia. Refiro-me à evolução, ou não, do estilo de vida, que traz consigo inúmeras acepções do...
Assine, é Grátis
OCorreio Digital
Canal no Youtube do Jornal O Correio Jornal O Correio no Twitter Jornal O Correio no Youtube
  • O Correio Digital
  • Rua 15 de Novembro, 884 - CEP: 96508-751 | Cachoeira do Sul - RS
  • (51) 3724-0300