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Leishmaniose: uma doença negligenciada

Sexta-feira, 19 de Maio de 2017 às 13:05 por (dilmaterezinha@yahoo.com.br)

O termo Leishmaniose é utilizado para definir um conjunto de doenças causadas pelos parasitas do gênero Leishmania, insetos presentes em quase todos os continentes da Terra. A enfermidade é caracterizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das seis doenças de infecção mais importantes do mundo. Estima-se que ela já tenha acometido cerca de dois milhões de pessoas por ano.

A Leishmaniose tegumentar corresponde há mais de 90% dos casos da doença no mundo. Está presente especialmente em países como Afeganistão, Arábia Saudita, Brasil, Irã e Peru. Ela é caracterizada por apresentar uma úlcera indolor com forma arredondada ou ovalada, de tamanho variável e bordas elevadas nas partes externas do corpo.

O período de incubação da Leishmaniose tegumentar é de dois a três meses. Ela ainda pode ser encontrada em dois formatos: localizada ou disseminada. A primeira é caracterizada por apresentar até 20 lesões ao mesmo tempo no corpo. Enquanto que a segunda caracteriza-se pelo surgimento de múltiplas lesões papulares e no formato semelhante a de uma acne em várias partes do corpo, incluindo o rosto e o tronco. Esse formato ainda pode apresentar entre os seus sintomas febres, mal estar e dores musculares.

A transmissão da Leishmaniose acontece por meio de insetos hematófagos, flebotomíneos ou flebótomos. Eles medem cerca de dois milímetros de comprimento. Em virtude disso, são capazes de passar pelas malhas feitas para os mosquiteiros e telas de proteção. Os sintomas são semelhantes aos de uma gripe qualquer, como febre alta, tosse, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, diarreia, congestão, etc.

No Rio Grande do Sul em 2016 foram registrados dez casos da doença na cidade de Porto Alegre e em 2017 três casos confirmados.

O Brasil é o primeiro país dos 12 países prioritários da América Latina com maior número de casos de Leishmaniose tegumentar se destacando, principalmente, na forma cutânea com cerca de 20% evoluindo na forma mucosa. No Amazonas foram registrados mais de 9 mil casos no últimos cinco anos. Autoridades epidemiologistas declaram que o avanço nessa área, ao longo dos últimos 30 anos, é muito devagar. Também relatam que essa patologia é negligenciada. Fato é que ela existe e esta perto de nós.

TAG: Coluna, Dilma Machado, O Correio
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