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Quem vai querer um pouco de poeira radioativa?

Terça-feira, 18 de Abril de 2017 às 10:32 por (telmopadilha@gmail.com)

Nem pense coisas. Estou falando de atitudes. De comportamentos. De caráter. De educação. De solidariedade e até de política. Na verdade são atitudes e comportamentos que deveriam ser padrão nessa civilização cachoeirense. Mas por não serem, quando acontecem se tornam exóticas e, justamente por isso surpreendentes.

Vamos lá. Uma senhora a pé, com uma criança no colo vai atravessar uma rua que tem grande tráfego de automóveis, motos, caminhões,­­­ etc. Cansei de ver senhoras nessa situação esperar um tempo enorme para que alguém parasse o veículo e lhe desse passagem. Pois agora tenho visto cada vez com mais frequência motoristas frearem seus veículos e dar passagem a essas senhoras. Pense o que quiser, mas para mim é novidade. E das boas.

Outro dia vi um menino pré-adolescente com um picolé na mão. Esses de palito e com embalagem que serve como proteção para conter o derretimento. Caminhava e degustava o picolé. Quando acabou ele levantou a embalagem sobre o palito dobrou e como não achou uma cestinha de lixo, colocou no bolso da calça para descartar depois. Alguém vai dizer que isso é o que se deve fazer, mas foi a primeira vez que assisti essa cena nessa cidade. O mais comum era ver essas embalagens atiradas no chão da rua.

São muitos exemplos e tomaria o tempo do leitor. Vamos a radiação.

Enquanto retornamos a tratar uns aos outros com cortesia na pequena aldeia de São João da Cachoeira os americanos, chineses, norte-coreanos, turcos, sul-coreanos estão a rosnar uns para os outros. E nós, brasileiros que só enxergamos corrupção, agora temos que se preocupar com a terceira guerra mundial. As armas que vão ser usadas podem destruir a humanidade e nos levar de volta a idade da pedra mas agora com cabeça de megabytes. Para nós, cachoeirenses que podem receber essa poeira radioativa vinda do mar, subindo o rio Jacuí, vai ser muito doloroso. Justo agora que estávamos ficando cordiais e humanizados vem esse pó provocar a nossa gente.

É tanta a sorte dessa cidade que a poeira radioativa não vai nos fazer mal algum. Cachoeira do Sul é a cidade que tem mais rádio atividade no sul do país. Daí, uma come a outra. Sorte nossa!

TAG: poeira radioativa, telmo padilha
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